terça-feira, 8 de janeiro de 2013

E assim passam os dias...


Ela é como as mulheres de Almodóvar. Causa-me um fascínio e às vezes um cansaço... Tudo isso se mistura a uma intensidade, um desejo, uma necessidade urgente. E eu fico pensando que só sei que a quero! Pensando que eu a quero muito! Ela carrega o drama com ela em cada movimento, como segura o cigarro, no jeito que discursa sobre suas preferências, o jeito que me chama, que me implora com os olhos, as mordidas no lábio, na reação ao meu toque. Nunca são iguais. Às vezes chora seca e raramente rendida.
                 
Apaixonar-se por ela é como montar um animal selvagem. Quedas e mais quedas, é arredia e por isso linda! Às vezes sinto-me como um mero espectador do espetáculo lindo que é vê-la existir com suas belezas, com suas fraquezas e principalmente com as amarras de um mundo que ela carrega nas costas.

Queria poder falar o quanto lhe preciso, o quanto a desejo exatamente desse jeito humano e corajoso o suficiente pra admitir o cansaço, suas dores. E são nessas horas que a beijo de olhos bem fechados e de coração aberto. Para que sinta o que não consigo falar intimidada pela reprovação de seus olhos. Então que falem meus braços quando tiveres neles, que falem meus lábios quando estiverem nos teus, que falem meus olhos, mesmo quando tentam fugir de um encontro, que fale o meu corpo quando estiver junto ao teu no escuro do meu quarto, que fale a cada vez que me ponho a despi-la enquanto me sussurra sacanagens ao pé do meu ouvindo.

Talvez eu queira passar uma vida entre seus altos e baixos, talvez eu queira passar a vida lhe dizendo sempre de muitas maneiras o quanto eu a quero. Mas provavelmente ela não saiba disso. E assim passam os dias... 

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