quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Ponto de vista.


Fazia algumas semanas que eu havia dado aquele “murro”, contido a algum tempo, é verdade, mas num momento totalmente desastroso. Pensando bem, dei mais por mim do que por qualquer outra pessoa. Desde então, não durmo.

Ela sempre foi adepta da idéia de que “com bons sentimentos, se faz má literatura”, no fundo, também compactuo com isso. Então agora que ficou tudo uma merda, voltei a escrever com dignidade.

Abri uma garrafa de Whisky, ascendi um cigarro, mas só pra sentir o cheiro dele, só pra lembrar de como é ter o controle do que você quer realmente fazer da sua vida. Eu podia foder com ela, mas sou vaidosa demais pra isso. Então fiquei ali, só sentindo o cheiro dele, equilibrada na linha tênue entre um futuro bem estar e meu passado auto-destrutivo.  A quem eu estou enganando?

Saber o que eu quero, eu não sei, mas de repente tudo começou a fazer mais sentido, quando não me vi mais preocupada com isso, quando percebi que não importa muito se saber o que quer, afinal de contas tudo muda. Agora, fundamental mesmo, é saber o que não se quer e isso eu  descobri não tem muito tempo.

Talvez os relacionamentos sejam como canções. Uns muito harmoniosos e outros, embora desafinados, acabam ficando mais populares, durando de um jeito pouco compreensível, mas duram. Às vezes têm aqueles que a gente perde o tom também, acho que esses são os piores, pelo menos são os que me dói mais. Acho que a vida é isso, feita de pontos de vista, qual é o seu?

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