segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Maldito seja esse mau humor!


Venho aqui, com muito orgulho e sinceridade, admitir o meu mau humor. Não me entendam mal, não é que eu goste de ser mal humorada, nem é o caso de não gostar, o caso é de necessidade mesmo. Eu preciso reclamar! E como reclamo, desde futilidades como o meu cabelo, até o extremo do filho que ainda não tive.

Isso faz do meu humor negro um grande prazer pra mim, uma alegria pra quem não convive comigo e o inferno astral da minha família. Particularmente acho que reclamar é uma arte, não é pra qualquer um! Quantas pessoas reclamam e ainda conseguem ser amadas por ai? Sim, eu também sou modesta, mas isso é assunto pra outro texto.

Então é isso, acho único e quase inédito esse amor e o cultivo do meu mau humor, a sinceridade em admitir essa “ranhetice” que nasceu comigo e a velhice precoce que fui adquirindo ao longo dos meus vinte e cinco anos, que só aperfeiçoou a intensidade das minhas reclamações diárias. Às vezes eu acho que vou acabar jogando damas com os velhos da praça aqui perto de casa antes dos meus quarenta, o pior é que devo reclamar disso também.

Pensando bem, senti um pouco de tédio com esse texto e todo esse mau humor, as reclamações, vocês sentiram também? Acho que agora eu vou começar a reclamar das minhas reclamações. E lá vou eu de novo... Maldito mau humor!

2 comentários:

  1. Para mim esse seu texto tá é bem humorado.
    Ah esse bicho do mau humor...

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  2. Pois é, há quem diga que sou mais interessante quando estou de mau humor.

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