terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Ciúmes

Um dia antes daquele fatídico fim de semana, quando nos despedimos, ela disse bem baixinho no meu ouvido: “te adoro” e em seguida me beijou o rosto. Ela não era muito de falar, achei estranho e com a minha cabeça fervilhando de pensamentos insanos, não sabia o real significado daquilo. Por que agora? Justo agora?

Besteira minha! Decidi não pensar e ocupar minha cabeça com álcool e boa companhia, não sei se era suficiente, mas se não fosse, tinha que ser! E assim se foi à sexta-feira... Com a chegada do sábado, a ressaca. Acordei meio fora do meu corpo e fiquei ali jogada na cama por mais pelo menos duas horas. Então decidi tomar um banho, vestir minha melhor roupa e zombar da minha estupidez. Pra curar uma ressaca, nada melhor que outra.

Logo veio a noite e com ela nenhuma noticia, fingi que não estava esperando, mas era mentira, eu estava sim! Passei aquela madrugada acordada, eu, o cigarro e Bukowski, escolhido a dedo para a ocasião. Adormeci com o cinzeiro cheio e Bukowski ao lado. Olhei aquilo e pensei ironicamente que, embora ele fosse um dos meus favoritos, não era bem ao seu lado que desejava acordar.

O domingo chegou mais deprimente do que ele já é por si só. Eu não conseguia fazer nada a não ser pensar ridiculamente no que ela estaria fazendo pra esquecer assim de mim. Patético! Ascendi um cigarro e com ele vieram as suposições, a agonia de cada uma delas. De tanto pensar, saiu sem querer como um desabafo, um grito: “ Dane-se!”. E o ciúmes havia tomado conta de mim.


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