domingo, 26 de fevereiro de 2012

Paradoxo.

É sempre assim, eu entro e saio de milhares de relações. Eu estou sempre me atirando na pessoa errada, como se eu estivesse fugindo, mas de que? São três da manhã e eu estou um pouco bêbada, na verdade bêbada o suficiente pra admitir que acabo sempre no mesmo lugar. Quantas vezes eu não quis pensar e ocupar minha mente, meu corpo, meu coração. Quantas vezes eu não quis desejar e amar a única mulher que não pode ser minha.

A vida inteira eu fiz por outras, o que eu queria estar fazendo por ela. Eu criei esse paradoxo e o alimento quando sou desonesta com elas, quando sou desonesta comigo. Eu mergulhei na hipocrisia, criei um fantástico mundo aonde eu vou da princesa encantada a puta desgraçada. Mas a verdade é que eu nunca fui tapa buracos de ninguém, elas sempre fizeram mais isso por mim do que eu por elas.

Eu precisava esconder minha vergonha, o medo, o pavor que sinto de tentar por ela. Então eu vivo idealizando, escapando... Isso é loucura, sempre foi! Não preciso ouvir o som da sua voz pra saber, o toque que eu nunca senti, o beijo que acontece a anos somente nos meus sonhos, o desejo, a respiração ofegante que nunca ouvi, o encontro que nunca tivemos, eu sei, sempre soube que era ela.

Então eu guardo tudo que nunca dei em uma caixinha, no fundo do meu armário. O que eu devo fazer? Ela me disse que eu busco o contrario, mas garota, se eu busco o contrario é porque sempre quis buscar a você. 

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