terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Aquele cantinho da "felicidade"

Fui pra casa mais cedo aquele dia e fiquei por horas olhando fotos antigas, saudosas. Chorei durante toda aquela noite e pensei no que me esperava ao voltar, o que falaria com meu pai? Somos completos desconhecidos um para o outro, sempre fomos na verdade.

Chegando em "casa", permaneci muda, presa nas paredes do quarto, nas fotos da minha infância e nas lembranças doloridas que tudo aquilo me provocava. Dei uma volta pela casa, pelo quintal... Ainda não tinha revisto tudo. No canteiro a planta da felicidade murcha, seca, com uma plaquinha velha, quase apagada que dizia: “Somos felizes”. Mas será que somos? Será que algum dia já fomos? Não sei. 

Nada é igual a como era antes, mas eu insisto em agir como se isso não me afetasse... Será? Porque eu ainda choro e então me dizem que o tempo cura tudo... Mas será que cura mesmo? Porque eu ainda bebo pra esquecer que não sou a mesma e que tudo ainda anda meio fora de lugar. 



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